O relatório indica ainda que no ano passado, as gravadoras obtiveram receitas de aproximadamente US$ 2 bilhões com a música online ou através de
celulares , quase duplicando o valor obtido em 2005. “A indústria fonográfica vem evoluindo para um pensamento e um sofisticado negócio digital”, declarou John Kennedy, CEO da IFPI. “Em 2010, esperamos que pelo menos 25% de todas as vendas de música no mundo sejam digitais”.
Dentre as novidades em 2006, a quantidade de músicas disponíveis na
Internet duplicou, chegando a 4 milhões de faixas. Houve ainda o lançamento de milhares de álbuns em vários formatos e plataformas digitais, enquanto a música clássica experimentou um “dividendo digital” e os serviços financiados pela publicidade se transformaram em fonte de receita para as gravadoras.
Pirataria online ainda ameaça O estudo analisa também que, apesar do aumento nas vendas de canções online, a música digital ainda não atingiu um nível de representatividade financeira a ponto de compensar o declínio nas vendas físicas de CDs. Isso poeque a pirataria on-line e a desvalorização do conteúdo musical ainda são ameaças reais para o setor.
Pesquisas feitas pela entidade sugerem que as ações legais impetradas contra os uploaders em grande escala nos serviços P2P – 10 mil deles foram denunciados publicamente em 18 países em 2006 – resultaram na redução da proporção dos usuários de Internet envolvidos freqüentemente na troca ilícita de
arquivos nos mercados chaves da Europa. No entanto, tais iniciativas contra os piratas digitais individuais constituem tão somente a segunda maneira de melhor lidar com o problema.